Processos judiciais não são estruturas decisórias voltadas para o desenvolvimento de um programa ou um projeto. Processos judiciais estão eminentemente voltados à geração de uma pontual e soberana decisão solutória, que os extinguirá com ou sem julgamento de mérito. Logo, a cadeia de atos institucionais praticadas num processo judicial não tem o propósito de gerir ou administrar um projeto. Juízes são sujeitos treinados para resolver um problema. A atuação decisória dos juízes é pontual, singularizada e, quase sempre, sem muita preocupação com as consequências. Juízes querem extinguir um problema; não, administrá-lo. Com isso, fica clara, num primeiro momento, a incompatibilidade da estrutura judiciária para lidar com problemas de insolvência empresarial, que implicam a necessidade de coordenação de múltiplos interesses por meio de uma gestão programática. Pelo menos numa primeira leitura, percebe-se a inidoneidade funcional da estrutura judiciária para tratar da insolvência empresarial. É aqui que entra a arbitragem, como alternativa institucional dotada de maior flexibilidade procedimental e decisória para lidar com problemas desse tipo.

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