Lendo A falsa medida do homem, livro de Stephen Jay Gould (Tradução Valter Lellis Siqueira. São Paulo: Martins Fontes, 1991, 369 p.).  Mais precisamente o capítulo 4, denominado “Medindo corpos” (pp. 109-146). O início desse capítulo fala sobre a evolução da espécie humana. O autor mostra a “recapitulação”, tese propalada por alguns que cria as pressuposições científicas para uma teoria anatômica de hierarquização das raças. Por essa hierarquização, critérios antropométricos são essencialmente instrumentos para catalogação científica da raça humana. Ela permite, também, a criação de uma teoria geral do determinismo biológico. Assim, negros adultos teriam a dimensão craniana das crianças brancas; por isso, seriam “infantis”. A semelhança antropométrica entre crânios de negros adultos e crianças brancas explica porque os negros nunca construíram uma civilização digna de nota. Esse precário estágio evolutivo também explicaria porque os negros seriam um povo alvoroçado, indolente e inculto. Talvez isso explique, também, o gosto dos negões pelo batuque, pelo samba e pela alegria… (eu, negro, gosto pra caraglio). Mulheres brancas também teriam dimensão craniana de crianças; por isso, elas seriam tão sentimentais (ainda bem!). Por essa teoria, homens brancos da porção setentrional do globo estariam em estágios evolutivos superiores às raças não brancas, às  mulheres e aos homens brancos do sul da Europa. Ou seja, o caminho evolutivo é que, no futuro, todos se tornem homens brancos do norte da Europa. Espere aí: deixe-me ver se entendi essa zorra direito. No futuro não teremos mulheres, é isso? As mulatas do Sargentelli – ah, as mulatas do Sargentelli…. – virarão peça arqueológica, confere?! Nunca mais veremos loiras sensacionais?! Pois pode parar a porra do ônibus da evolução que eu quero descer!! Quem quiser que fique nele com um norueguês vicking fungando no cangote (a única opção disponível no futuro por essa teoria bisonha)!

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